A caravana caminha lentamente pelo deserto. Sua sombra ondula pelas dunas, em busca do mundo secreto da escuridão, sem ao menos achá-lo no sol escaldante. Me pergunto, o que faço aqui? O que busco? Busco, sem ao menos encontrá-lo, como as sombras em sua eterna busca.
Por onde anda meu coração? Ainda contigo, em tuas mãos ardentes?
O cameleiro decide então armar acampamento. Cai a noite, e com ela, o silêncio. Como se a Criação não houvesse acontecido. Iluminada apenas pela luz das estrelas, cruzo a fina linha entre o devaneio o mundo dos sonhos.
E, no amanhecer vermelho do deserto, a caravana atravessa meu coração. Quente, porém, um deserto.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
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